“Da janela vê-se o Corcovado, o Redentor, que lindo!” Ei galera, estamos de volta, no pedaço novamente.
O retorno pela VARIG, nas atuais circunstâncias, teve suas emoções. Acompanhamos atentamente, pela Internet, o noticiário sobre as negociações para recuperação da empresa, os dramas vividos pelos empregados e pelos passageiros, entre os quais nós. Notícias desencontradas e falta de informação causaram suspense. Telefonamos, enviamos e recebemos e-mails, tentamos alternativas em outras companhias (que obviamente começaram a aproveitar-se da situação, pedindo preços elevados). Alguns números de telefone não atendiam, outros deixaram-nos a ouvir gravações com mensagens de espera. Porém a Varig-logo nos reservava uma agradável surpresa. Soubemos que todas as operações na Europa teriam como base o escritório situado em Frankfurt. Por uma dessas felizes coincidências estávamos em Koblenz, cidade alemã localizada na confluência dos rios Mosele e Reno, que dista cerca de 100 km. de Frankfurt. Resolvemos então, ir lá para checar à situação de perto, pois a estávamos conhecendo apenas por notícias e fofocas. Ficamos satisfeitos com o que vimos. A empresa está em situação difícil, mas lidando com os problemas de maneira profissional. Estão colocando vôos extras e se encarregando da hospedagem dos passageiros que não conseguem lugar. Enfim, organizaram a nossa volta comprando para nós o trecho Paris-Frankfurt pela Lufthansa e reservando assentos no vôo da Varig Frankfurt-Rio de Janeiro. Tudo dentro dos conformes. Nenhuma mala foi extraviada mesmo com duas conexões. Incrível, principalmente se levarmos em conta a zona em que se transformaram os aeroportos de toda à parte, sendo que o de Paris concorre a prêmio no quesito zorra total.
Na volta o piloto da VARIG resolveu oferecer um regalo aos passageiros, programou a rota de modo a dar um sobrevôo sobre Paris. Era meia-noite e vinte minutos, a noite estava limpa e pudemos contemplar a cidade luz mais uma vez, agora de cima: observar a torre Eifel iluminada, a Ilha da Cité e o traçado iluminado de seus Boulevards e dizer Au Revoir Paris.
segunda-feira, 7 de agosto de 2006
segunda-feira, 17 de julho de 2006
Nas asas da VARIG
A Varig já foi grande no nosso imaginário, dizíamos que ela tinha o melhor serviço de bordo do mundo, em um tempo romântico, quando viagens de avião não eram coisas corriqueiras. As famílias iam se despedir daqueles que tinham a coragem de viajar de avião ou então recebe-los com festa, quando voltavam de longas estadias fora de casa. Subir as escadas que levavam ao aparelho, parar em seu cimo, voltar-se para um adeus de lenço branco na mão, fazia parte do ritual das personalidades fotografadas para as revistas. Era um acontecimento que herdara as emoções das viagens de navios a vapor que levavam as famílias aos portos para grandes despedidas. Quantas lágrimas, juras de cartas nem sempre cumpridas.
A cada nova rota inaugurada pela Varig eram criados jingles e filmetes para a televisão, todos uma atração, que terminavam invariavelmente com o famoso Varig, Varig, Varig…
Num dos de maior sucesso, na cadência do fado se cantarolava: “Seu Cabral vinha navegando, quando alguém logo foi gritando: terra à vista. Foi descoberto o Brasil. E a turma toda falava, bem-vindo seu Cabral. Mas, Cabral sentiu no peito, uma saudade sem jeito. Vou voltar para Portugal, quero ir pela Varig. Varig, Varig, Varig…”
Porém os tempos são outros e quando se possui um bilhete de volta para casa de uma companhia aérea que passa por um processo de “recuperação judicial”, a gente, naturalmente, passa a prestar mais atenção ao noticiário sobre esta empresa. Quais os próximos vôos que serão cancelados? Os resultados das assembléias de trabalhadores e se vai haver leilão, ou não. Se haverá combustível para a próxima semana; enfim, coisas do gênero.
Na avenida Champs Elisée, 38, primeiro andar, fica a sede da Varig em Paris. Noutros tempos os refugiados políticos, ansiosos por notícias do Brasil, acorriam à sede da Varig para ler jornais e revistas amanhecidos. Na época, ainda não havia Internet e as ligações telefônicas poderiam estar censuradas. Hoje, não há mais jornais brasileiros para ler, porque os vôos que fazem a linha Rio-Paris foram cancelados até o dia 18 de julho. O ambiente na sala é de uma calma silenciosa. Poucas pessoas aguardando e apenas duas zelosas funcionárias realizando o atendimento e explicando que por enquanto nenhum passageiro deixou de viajar para o Brasil. Tão simples quanto o seguinte: - É bom o Sr. chegar mais ou menos ao meio dia (o horário do vôo previsto para as 22:30h.) porque os passageiros de Paris, estão sendo transferidos para Frankfurt ou Londres e dependem de lugares nos vôos da Lufthansa para a Alemanha e de uma outra empresa regional para a Inglaterra e também de lugares nos vôos para o Brasil. “Eles” ainda não cancelaram os horários após o dia 18, então tudo pode acontecer. Nós estamos com poucas informações e elas mudam a todo momento é bom ligar para o call center, mas lembre-se que depois da 18h. não atendem mais. Mas não é, que estou com uma saudade enorme da Varig,Varig, Varig…
A cada nova rota inaugurada pela Varig eram criados jingles e filmetes para a televisão, todos uma atração, que terminavam invariavelmente com o famoso Varig, Varig, Varig…
Num dos de maior sucesso, na cadência do fado se cantarolava: “Seu Cabral vinha navegando, quando alguém logo foi gritando: terra à vista. Foi descoberto o Brasil. E a turma toda falava, bem-vindo seu Cabral. Mas, Cabral sentiu no peito, uma saudade sem jeito. Vou voltar para Portugal, quero ir pela Varig. Varig, Varig, Varig…”
Porém os tempos são outros e quando se possui um bilhete de volta para casa de uma companhia aérea que passa por um processo de “recuperação judicial”, a gente, naturalmente, passa a prestar mais atenção ao noticiário sobre esta empresa. Quais os próximos vôos que serão cancelados? Os resultados das assembléias de trabalhadores e se vai haver leilão, ou não. Se haverá combustível para a próxima semana; enfim, coisas do gênero.
Na avenida Champs Elisée, 38, primeiro andar, fica a sede da Varig em Paris. Noutros tempos os refugiados políticos, ansiosos por notícias do Brasil, acorriam à sede da Varig para ler jornais e revistas amanhecidos. Na época, ainda não havia Internet e as ligações telefônicas poderiam estar censuradas. Hoje, não há mais jornais brasileiros para ler, porque os vôos que fazem a linha Rio-Paris foram cancelados até o dia 18 de julho. O ambiente na sala é de uma calma silenciosa. Poucas pessoas aguardando e apenas duas zelosas funcionárias realizando o atendimento e explicando que por enquanto nenhum passageiro deixou de viajar para o Brasil. Tão simples quanto o seguinte: - É bom o Sr. chegar mais ou menos ao meio dia (o horário do vôo previsto para as 22:30h.) porque os passageiros de Paris, estão sendo transferidos para Frankfurt ou Londres e dependem de lugares nos vôos da Lufthansa para a Alemanha e de uma outra empresa regional para a Inglaterra e também de lugares nos vôos para o Brasil. “Eles” ainda não cancelaram os horários após o dia 18, então tudo pode acontecer. Nós estamos com poucas informações e elas mudam a todo momento é bom ligar para o call center, mas lembre-se que depois da 18h. não atendem mais. Mas não é, que estou com uma saudade enorme da Varig,Varig, Varig…
quarta-feira, 12 de julho de 2006
Grande Zizou
O monumental estádio olímpico, construído pelo III Reich em 1934/36, esperava colorir-se de vermelho, amarelo e preto junto com o verde e amarelo. Alemanha e Brasil : a final dos sonhos dos cartolas da FIFA. Tudo arranjado para o encontro futebolístico do século XXI, com os dois melhores times do mundo. Porém, de repente, pintou a possibilidade do jogo final ser entre a Alemanha e a Inglaterra, ou ainda pior: entre a Alemanha e a França, com direito a Marselhesa e tudo mais. Ia ser meio esquisito, poderia sugerir lembranças inconvenientes.
A sabedoria e o capricho dos deuses da bola quis que o Olimpianstadium se vestisse todo de azul, não aquele da América do Sul, mas o da Azurra contra os Les Bleus. Pode um time com Buffon e Grosso e outro com Barthez e Zizou? Pode. Que ganhe o melhor, ou que se dane (será que eu ouvi Zidane?).
Em Paris, a Avenue Champs Elisée acolhia uma imensidão de gente, muitos com os rostos pintados com azul, branco e vermelho. Havia outros jovens enrolados em bandeiras da Argélia. Poucos italianos com vontade de mostrar a cara. Muitos policiais. A festa toda preparada para a comemoração da vitória da França. Haveria uma festa de gala para a despedida da melhor geração de jogadores que a França já produziu. Como convem, o “chichi”, como é chamado o Jacques Chirac estava no estádio ao lado de madame Merkel, a chanceler alemã. Tudo preparado para o sucesso de mais um impecável evento promovido pela FIFA.
Zinedine Zidane, o craque da copa, o melhor jogador francês de todos os tempos, já estava de saco cheio. Era o segundo tempo da prorrogação do jogo decisivo, em que ele tinha feito um gol de penalty fajuto (de “arbitragem generosa”, como dizem os franceses, ou cavados, como dizemos nós). Afinal ele já tinha ganhado do Brasil, dando um show, com direito a chapéu encima do Ronaldo fenômeno e em não sei mais em quem. O jogo com a Itália estava duro de assistir, quanto mais de jogar, e pelo jeito a copa ia ser decidida novamente nos penalties, um saco. Aí vem aquele cara falar mal da irmã. Não deu outra, como em toda sua vida, ele nunca foi cara de deixar barato, ele partiu pra cima. A idéia era arrebentar o nariz do sem-vergonha que faltou ao respeito, fazer sangrar, mas o cara deu sorte e fez a cena. O babaca não encarou, preferiu se jogar no chão e chamar o juiz.
Na televisão francesa, o Galvão Bueno daqui dizia: Não Zizou, hoje não Zizou, é o dia da sua despedida, você ainda pode ser campeão, hoje não Zizou, daqui a pouco vai ter a cobrança de penalties. Hoje não Zizou…
E sem ele a França perdeu. No dia seguinte, o l’Equipe, o jornal de esportes da França, que havia nos dias anteriores faturado encima dele, não estampava mais sua foto em primeira página e em seu editorial já o chamava de Geni. Como na ópera do malandro: “joga bosta na Geni, ela é feita pra apanhar, ela é feita pra cuspir”. Como alguém, que tinha recebido tanto carinho da torcida, podia agir daquela maneira? Que mau exemplo para as crianças do mundo inteiro, que estavam assistindo àquele jogo. Como explicar para seus 4 filhos, tal atitude? Que traição aos companheiros em momento tão importante (sic).
Com quais companheiros alinhar Zidane? Com Puskas? Didi? Garrincha? Pelé? Euzébio? Gérson? Beckenbauer? Maradona? Ronaldo????? Com Quem?
A sabedoria e o capricho dos deuses da bola quis que o Olimpianstadium se vestisse todo de azul, não aquele da América do Sul, mas o da Azurra contra os Les Bleus. Pode um time com Buffon e Grosso e outro com Barthez e Zizou? Pode. Que ganhe o melhor, ou que se dane (será que eu ouvi Zidane?).
Em Paris, a Avenue Champs Elisée acolhia uma imensidão de gente, muitos com os rostos pintados com azul, branco e vermelho. Havia outros jovens enrolados em bandeiras da Argélia. Poucos italianos com vontade de mostrar a cara. Muitos policiais. A festa toda preparada para a comemoração da vitória da França. Haveria uma festa de gala para a despedida da melhor geração de jogadores que a França já produziu. Como convem, o “chichi”, como é chamado o Jacques Chirac estava no estádio ao lado de madame Merkel, a chanceler alemã. Tudo preparado para o sucesso de mais um impecável evento promovido pela FIFA.
Zinedine Zidane, o craque da copa, o melhor jogador francês de todos os tempos, já estava de saco cheio. Era o segundo tempo da prorrogação do jogo decisivo, em que ele tinha feito um gol de penalty fajuto (de “arbitragem generosa”, como dizem os franceses, ou cavados, como dizemos nós). Afinal ele já tinha ganhado do Brasil, dando um show, com direito a chapéu encima do Ronaldo fenômeno e em não sei mais em quem. O jogo com a Itália estava duro de assistir, quanto mais de jogar, e pelo jeito a copa ia ser decidida novamente nos penalties, um saco. Aí vem aquele cara falar mal da irmã. Não deu outra, como em toda sua vida, ele nunca foi cara de deixar barato, ele partiu pra cima. A idéia era arrebentar o nariz do sem-vergonha que faltou ao respeito, fazer sangrar, mas o cara deu sorte e fez a cena. O babaca não encarou, preferiu se jogar no chão e chamar o juiz.
Na televisão francesa, o Galvão Bueno daqui dizia: Não Zizou, hoje não Zizou, é o dia da sua despedida, você ainda pode ser campeão, hoje não Zizou, daqui a pouco vai ter a cobrança de penalties. Hoje não Zizou…
E sem ele a França perdeu. No dia seguinte, o l’Equipe, o jornal de esportes da França, que havia nos dias anteriores faturado encima dele, não estampava mais sua foto em primeira página e em seu editorial já o chamava de Geni. Como na ópera do malandro: “joga bosta na Geni, ela é feita pra apanhar, ela é feita pra cuspir”. Como alguém, que tinha recebido tanto carinho da torcida, podia agir daquela maneira? Que mau exemplo para as crianças do mundo inteiro, que estavam assistindo àquele jogo. Como explicar para seus 4 filhos, tal atitude? Que traição aos companheiros em momento tão importante (sic).
Com quais companheiros alinhar Zidane? Com Puskas? Didi? Garrincha? Pelé? Euzébio? Gérson? Beckenbauer? Maradona? Ronaldo????? Com Quem?
domingo, 2 de julho de 2006
Paris futebol visto daqui
O som das buzinas, tão familiar nos dias das grandes vitórias: os carros passando com bandeiras, uma verdadeira procissão de jovens, os gritos, fizeram-nos pensar que o resultado do jogo não era o que nós havíamos acompanhado pela televisão. Afinal quem havia ganhado?
Nós tínhamos assistido a uma exibição de Zidane e o nosso time em dia de pelada, chutando a bola para qualquer lado, pior que na copa de 1998. Porque tanto barulho se o Brasil tinha perdido?
Pois aí caiu a ficha, nós estamos aqui na terra deles.
Parece que os franceses já ganharam a copa. Na verdade, para eles é como reconhecer a firma da vitória que tiverem sobre nós, na copa da França. Agora, em campo neutro, essa geração de “velhos” mostrou que podia ganhar do Brasil. Foi como uma lavagem de alma para eles. Sentíamos durante os momentos que antecediam o jogo que eles tinham certeza que venceriam o Brasil, que precisavam ganhar do Brasil, mostrar que a outra vitória, a de 98, não tinha sido um acidente arranjado. Era a confirmação de que eles haviam sido campeões do mundo. O povo foi às ruas celebrar o feito, eles ganharam dos galáticos, dos atuais campeões do mundo, de uma equipe que parecia invencível.
Eles não perdem por esperar, o que eles não se deram conta é que um outro brasileiro segue ainda campeão: seu nome é Felipão, o cara ainda está invicto, como técnico, em copas do mundo. À tarde, em uma partida dramática os portugueses passaram por cima do “English team” e também foram para as semi-finais. Vamos a ver, ó pá! A vingança vem a cavalo, e é dos pampas, tchê.
Não desejamos comentar a mediocridade do nosso time.
Mas uma coisa é certa, os franceses não vão ter a mesma moleza contra o time do Felipão. Eles têm time para vencer, mas parece que o principal objetivo deles já foi atingido, porque o barulho que fazem é infernal. Não sei se vamos conseguir dormir.
Nós tínhamos assistido a uma exibição de Zidane e o nosso time em dia de pelada, chutando a bola para qualquer lado, pior que na copa de 1998. Porque tanto barulho se o Brasil tinha perdido?
Pois aí caiu a ficha, nós estamos aqui na terra deles.
Parece que os franceses já ganharam a copa. Na verdade, para eles é como reconhecer a firma da vitória que tiverem sobre nós, na copa da França. Agora, em campo neutro, essa geração de “velhos” mostrou que podia ganhar do Brasil. Foi como uma lavagem de alma para eles. Sentíamos durante os momentos que antecediam o jogo que eles tinham certeza que venceriam o Brasil, que precisavam ganhar do Brasil, mostrar que a outra vitória, a de 98, não tinha sido um acidente arranjado. Era a confirmação de que eles haviam sido campeões do mundo. O povo foi às ruas celebrar o feito, eles ganharam dos galáticos, dos atuais campeões do mundo, de uma equipe que parecia invencível.
Eles não perdem por esperar, o que eles não se deram conta é que um outro brasileiro segue ainda campeão: seu nome é Felipão, o cara ainda está invicto, como técnico, em copas do mundo. À tarde, em uma partida dramática os portugueses passaram por cima do “English team” e também foram para as semi-finais. Vamos a ver, ó pá! A vingança vem a cavalo, e é dos pampas, tchê.
Não desejamos comentar a mediocridade do nosso time.
Mas uma coisa é certa, os franceses não vão ter a mesma moleza contra o time do Felipão. Eles têm time para vencer, mas parece que o principal objetivo deles já foi atingido, porque o barulho que fazem é infernal. Não sei se vamos conseguir dormir.
domingo, 25 de junho de 2006
Paris copa do mundo
Em época de copa do mundo, como em todo lugar, a seleção nacional de futebol mobiliza a paixão dos torcedores. “Allez les bleus”, o grito de guerra dos torcedores franceses, era o que se ouvia depois da “brilhante” vitória sobre a seleção de Togo. Eles também acham que vão ser campeões. Fomos assistir a partida em um café perto de casa, afinal não poderíamos deixar passar esta oportunidade de vê-los sofrer, precisavam ganhar para não serem eliminados. E como sofreram, o fanatismo contido dos seus torcedores faz com que batam palmas diante da televisão quando ocorre alguma jogada de suspense. Mas após vencerem já pensam em enfrentar o Brasil. Os franceses, como todos os torcedores, ficam chiando o tempo todo, e a comparação com a nossa seleção é inevitavel, ocorre a todo momento, tanto na telinha quanto nas observações da platéia. Se eles forem em frente, acho que o clima futebolístico na cidade deve esquentar um pouco mais. Até o momento, a presença da copa está nos jornais, nos bares e nas publicidades, onde a figuras centrais são: o Ronaldinho gaúcho e Zidane herói nacional para eles e de triste lembrança para nós. O pessoal daqui gostaria de ter o Ronaldo fenômeno, mesmo gordo, em sua equipe; o cara é recordista de gols mas a nossa turma ainda acha que ele é grosso. Enfim, coisas da paixão pelo futebol. E os argentinos hein? Precisaram de um gol contra e de um gol espírita para vencer os mexicanos. Não boto muita fé neles, embora eu espere que eles estejam guardando tudo para o jogo contra a Alemanha que está com a bola toda. Por aqui é comum ver o pessoal com a camisa verde e amarela, mas estão esperando mais da nossa seleção, querem show e muitos gols, como nós aliás. Se não golear é porque a equipe jogou mal e não houve empenho da turma. É impressionante como o conhecimento do Brasil no exterior se restringe ao futebol, o que é uma perda para eles. Afinal o futebol é apenas um detalhe, mas que detalhe! Dizem até que é no labirinto dos detalhes que moram os sonhos dos humanos habitados por anjos e demônios e que ao dormir eles se movimentam e ao acordar eles se escondem.
Paris Giverny e Marmotan
Nestes dias em Paris estamos morando num apartamento conjugado, que os franceses chamam de ‘studio’, que se situa no 32 bis, Avenue René Coty, no 14eme arrondissent, próximo a cidade universitária, para chegarmos nela basta atrevassar o Parc Montsouris. Salvo o perfume deixado no hall de entrada por dois cachorros do vizinho de baixo, que mais parecem bezerros, o apartamento é agradável, tem uma varanda, e podemos até ensaiar pratos da culinária francesa, e também lógico beber vinhos locais que compramos no supermercado perto daqui. O bairro é fora do centro o que permite um dia a dia comum.
Às vezes, de vez em sempre, saímos para diversos programas. Um dia desses, pela manhã, pegamos o ônibus 28, que passa perto, na Av. Gen. Leclerc, e fomos até a Gare de Saint Lazare, donde tomamos um trem para a cidade de Vernon e de lá um ônibus para Giverny, pequena vila de cerca de 600 habitantes, tudo para conhecer a casa de Claude Monet e seu famoso jardim. O pintor comprou a casa quando já tinha 50 anos de idade e após três anos adquiriu um grande terreno ao lado para completar seu quintal e instalar seu jardim das águas, pelo visto, uma de suas paixões. Ao contrário da época em que vivia, ele decidiu construir um jardim onde as flores se misturam: lilases, rosas de diferentes tipos e cores, amor-perfeito, tulipas, flores do campo e muitas outras mais. Monet quis construir o seu jardim japonês, com um pequeno riacho e ponte, aonde se forma um espelho d’água, cheio de plantas, entre as quais algumas que se parecem com pequenas vitórias-régias. Neste ambiente, ele pintou grande parte de sua vastíssima obra. Hoje há uma fundação que procura manter este jardim, o máximo possível, conforme o seu autor idealizou e realizou. É como se estivéssemos a sonhar, mirando o jardim, e de repente, sentíssemo-nos a passear pelos quadros pintados por Monet. É como viajar em um museu vivo. Lá se encontram pessoas que pela fotografia, pelo desenho e até pela pintura, parecem querer continuar o trabalho do grande artista. Mas a emoção não foi deixada lá; no dia seguinte fomos ao Museu Marmotan que reúne muitas de suas obras pintadas em Giverny. É demais, o cara entre 50 e 85 anos de idade produziu beleza plástica atrás de beleza com os diversos olhares que dirigiu ao seu jardim. Este museu em Paris, relativamente pouco visitado, recebeu, por doação de seu filho Michel Monet, suas obras e sua coleção particular. O Museu Marmotan se origina de uma família de abastados colecionadores e abriga também o quadro de Monet: “Impression soleil levant” que deu origem ao movimento impressionista a ao termo “impressionismo”, após a crítica irônica da mídia especializada à época em que foi pintado. Pode-se, neste museu, com toda tranqüilidade, ficar a contemplar suas obras e viajar por suas cores e formas.
Às vezes, de vez em sempre, saímos para diversos programas. Um dia desses, pela manhã, pegamos o ônibus 28, que passa perto, na Av. Gen. Leclerc, e fomos até a Gare de Saint Lazare, donde tomamos um trem para a cidade de Vernon e de lá um ônibus para Giverny, pequena vila de cerca de 600 habitantes, tudo para conhecer a casa de Claude Monet e seu famoso jardim. O pintor comprou a casa quando já tinha 50 anos de idade e após três anos adquiriu um grande terreno ao lado para completar seu quintal e instalar seu jardim das águas, pelo visto, uma de suas paixões. Ao contrário da época em que vivia, ele decidiu construir um jardim onde as flores se misturam: lilases, rosas de diferentes tipos e cores, amor-perfeito, tulipas, flores do campo e muitas outras mais. Monet quis construir o seu jardim japonês, com um pequeno riacho e ponte, aonde se forma um espelho d’água, cheio de plantas, entre as quais algumas que se parecem com pequenas vitórias-régias. Neste ambiente, ele pintou grande parte de sua vastíssima obra. Hoje há uma fundação que procura manter este jardim, o máximo possível, conforme o seu autor idealizou e realizou. É como se estivéssemos a sonhar, mirando o jardim, e de repente, sentíssemo-nos a passear pelos quadros pintados por Monet. É como viajar em um museu vivo. Lá se encontram pessoas que pela fotografia, pelo desenho e até pela pintura, parecem querer continuar o trabalho do grande artista. Mas a emoção não foi deixada lá; no dia seguinte fomos ao Museu Marmotan que reúne muitas de suas obras pintadas em Giverny. É demais, o cara entre 50 e 85 anos de idade produziu beleza plástica atrás de beleza com os diversos olhares que dirigiu ao seu jardim. Este museu em Paris, relativamente pouco visitado, recebeu, por doação de seu filho Michel Monet, suas obras e sua coleção particular. O Museu Marmotan se origina de uma família de abastados colecionadores e abriga também o quadro de Monet: “Impression soleil levant” que deu origem ao movimento impressionista a ao termo “impressionismo”, após a crítica irônica da mídia especializada à época em que foi pintado. Pode-se, neste museu, com toda tranqüilidade, ficar a contemplar suas obras e viajar por suas cores e formas.
Europa Euro
A vida dos que viajam pelos países da Europa ficou muito facilitada com a criação de uma moeda comum: o euro. Não há mais aquela coisa de escudos, pesetas, marcos, francos, liras, e várias outras moedas. Anteriormente, os viajantes precisavam fazer um monte de contas para calcular suas despesas, tinham que converter os preços para o dólar americano para ter uma idéia de quanto estavam gastando, sem se falar do levantamento que tinham que fazer das cotações do dólar na moeda local que variava de esquina para esquina. A sensação era a de que sempre estavam sendo enganados. Porém, embora o euro já tenha quase seis anos, as contas e notas fiscais aparecem com dois valores: um em euro e outro na moeda local, calculada a conversão com base ao valor da data de adoção do euro (2000). Parece esquisito mas ainda hoje as pessoas fazem as contas como se a moeda anterior existisse e a opinião de grande parte delas é que tudo passou a ficar muito mais caro após a criação de uma moeda comum. Mesmo que a tendência das pessoas seja a de lembrar mais dos preços do que dos seus rendimentos na moeda antiga, seus comentários indicam que alguma razão eles devem ter, principalmente naqueles países que tinham preços relativamente mais baixos, como Portugal e Espanha. Na França também as pessoas chiam. Quando alinharam os preços pelos países de moeda mais forte, a conseqüência foi, em alguns países, de os preços de fato subirem; nestes as rendas também eram e são mais baixas; assim, a turma logo percebeu que a vida não ia ser fácil com a nova moeda, mesmo com todos os investimentos que foram realizados. Ao se viajar atualmente, observa-se pouca diferença de preços entre os países, a exceção da Alemanha, aonde os preços de alimentação são bem mais baixos do que em Portugal, França ou Espanha. Hoje, o euro é uma moeda mais forte que o dólar e não se nota mais aquela dominância das verdinhas.
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