No intervalo do jogo resolvi ir ao toilete e num é que o banheiro tinha até papel higiênico. Não fosse o cigarro que havia sido lançado no vaso sanitário, por algum fumante transgressor, diríamos que o local estava impecável, melhor que de muitos hospitais e restaurantes finos.
No estádio Stamford Bridge, localizado no bairro de Fulham, pertencente ao Chelsea, numa noite com clima superagradável, rolava o jogo Chelsea versus Bordeaux, pela primeira rodada da liga dos campeões da Europa. A margem do campo o nosso conhecido Filipão, estreante neste tipo de competição, estava mais nervoso do que todo o público, que pelos meus cálculos devia somar uns trinta mil espectadores. Diga-se de passagem, ficavam todos sentados em cadeiras numeradas, com um cachecol de boa qualidade, sobre o encosto, dado como brinde e com as cores do clube, azul e branco, que coloriam todo o ambiente. Parecia o Olímpico, estádio do Grêmio, em dia de clássico.
Assistir a partidas de futebol, em qualquer canto que seja, dá uma idéia de como são as coisas nestes lugares. O ritual em Londres tava mais para concerto de música clássica do que para uma competição esportiva. Tinha até folheto com destalhes do espetáculo. O ambiente muito educado em um lugar impecavelmente cuidado. Ali só não joga futebol quem não sabe, porque o gramado era ainda mais bem tratado que os dos parques londrinos. A turma do Deco, Petr, Balack, John Terry, Joe Cole e outros craques não se fizeram de rogados. Deram show e meteram quatro a zero nos visitantes. O clima era civilizado e havia até uma família francesa torcendo animadamente pelo Bordeaux e olha que os garotos não levaram nenhum cascudo.
Uma coisa estimula e intriga a mente. Havia também muitos seguranças do próprio estádio, dentro e fora, além de uma polícia montada elegantemente vestida, onde se destacava uma jovem e linda amazona. Por que tal aparato?
O meu amigo José Vicente se estivesse presente, arriscaria uma explicação e diria que estavam lá apenas para compor a estética do espetáculo e que não havia a menor possibilidades de qualquer contratempo. Diria que os ingleses são assim mesmo, cavalheiros e cavaleiros, os inventores do falado, em bom português esportivo: fair-play.
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quarta-feira, 17 de setembro de 2008
domingo, 30 de setembro de 2007
Chegada a Londres
Vamos andar na chuva.
Após duas semanas entre Lisboa e as ilhas de São Miguel, nos Açores, e a da Madeira, onde reinou o sol, com dias agradáveis de céu azul e Lua virando cheia, vamos iniciar uma nova etapa da viagem, agora por Londres.
É o outono começando a mostrar as ruas cobertas de folhas secas molhadas, um início frio, com chuva. Antes de sair da casa quentinha dá-lhe vestir um monte de roupa para enfrentar a rua de guarda-chuvas em punho. Quando se entra em uma estação do Metro já se vê o pessoal tirando os casacos em plena caminhada apressada para poder resistir a sauna que lhes espera dentro dos vagões sem ar condicionado (este um luxo encontrado apenas no Metro do Rio de Janeiro). Sorry...
Dentro dos bares, restaurantes e na maioria dos lugares fechados a primeira coisa que dá vontade de fazer, ao se entrar, é ir retirando as camadas de roupa colocadas para enfrentar o frio absurdo de dez graus que está fazendo lá fora. Dez graus com chuva e vento não é mole não. Ainda bem que não está ventando muito forte, como eles dizem por aqui. Imagina se estivesse.
Daqui uns dias iremos à Irlanda e parece que é lá onde poderemos usufruir a experiência formidável de passear no meio da chuva, da brisa cortante e do frio. São os prazeres que nos esperam, além, é claro, das famosas cervejas locais. Depois a gente conta.
Após duas semanas entre Lisboa e as ilhas de São Miguel, nos Açores, e a da Madeira, onde reinou o sol, com dias agradáveis de céu azul e Lua virando cheia, vamos iniciar uma nova etapa da viagem, agora por Londres.
É o outono começando a mostrar as ruas cobertas de folhas secas molhadas, um início frio, com chuva. Antes de sair da casa quentinha dá-lhe vestir um monte de roupa para enfrentar a rua de guarda-chuvas em punho. Quando se entra em uma estação do Metro já se vê o pessoal tirando os casacos em plena caminhada apressada para poder resistir a sauna que lhes espera dentro dos vagões sem ar condicionado (este um luxo encontrado apenas no Metro do Rio de Janeiro). Sorry...
Dentro dos bares, restaurantes e na maioria dos lugares fechados a primeira coisa que dá vontade de fazer, ao se entrar, é ir retirando as camadas de roupa colocadas para enfrentar o frio absurdo de dez graus que está fazendo lá fora. Dez graus com chuva e vento não é mole não. Ainda bem que não está ventando muito forte, como eles dizem por aqui. Imagina se estivesse.
Daqui uns dias iremos à Irlanda e parece que é lá onde poderemos usufruir a experiência formidável de passear no meio da chuva, da brisa cortante e do frio. São os prazeres que nos esperam, além, é claro, das famosas cervejas locais. Depois a gente conta.
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