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terça-feira, 16 de setembro de 2008

FINLANDIA

Logo na chegada a Helsinque percebemos que estávamos a chegar num outro canto da Escandinávia, tudo escrito em finlandês e sueco, placas de ruas, avisos e publicidades. Quando eles falam a gente não tem a menor idéia do que estão tratando. Parece que às vezes estão transmitindo carreiras do jóquei clube, ou então, falando algum dialeto japonês.

A cidade de Helsinque, na Finlândia, como Oslo, na Noruega e Estocolmo na Suécia, se formou a partir dos portos e das feiras. Até hoje, há diante destes portos: mercados e feiras livres permanentes; vendem de tudo. As ruas se irradiam entre as ilhas, comunicando-se por pontes, e avançam terra adentro. A beleza arquitetônica delas é muito marcada pelos edifícios, que se alinham ao longo do cais e nas vias que se dirigem ao centro comercial da cidade, construídos a partir do século XVIII, dos luxos de suas monarquias e cortes.

Em Helsinque a presença russa também é muito marcante, a começar por uma belíssima igreja ortodoxa, com sua silhueta típica, suas treze torres em forma de peras. Dentro do templo há urnas funerárias grandes, vazias, para simbolizar a ressurreição de Cristo e que eles utilizam em datas especiais do ano. As pinturas sacras e ornamentos revelam a estética das igrejas cristãs do leste. Nos nomes das ruas e nos restaurantes também se percebe a presença do país vizinho que os dominou por mais de dois séculos, na época czarista. Curiosamente, a Finlândia tal como nós a conhecemos hoje, é um país recente, tendo sua independência política começado com a queda do czar pela revolução bolchevique, em 1917. A influência da Rússia remonta a muitos anos antes da experiência comunista e da União Soviética.


Helsinque é uma capital com todas as características atuais, comuns as grandes capitais, percebe-se a presença de pessoas de todas as partes, não somente como turísticas, circulando por suas ruas. Também nos diversos tipos de restaurantes e culinária constatata-se a presença de indianos, nepaleses, chineses, italianos, espanhois, etc. Há até alguns bons lugares para se saborear a comida nórdica: muito peixe e frutos do mar, carnes de rena, alce, urso, ovelha. É preciso tomar atenção com os temperos, ou então piri, piri, na certa.

domingo, 14 de setembro de 2008

HELSINQUE – IGREJA DE PEDRA

Sensacional! Magnífica! Cada cidade tem suas surpresas. Pois não é que em Helsinque nos deparamos com uma igreja construída em uma pedreira fora de produção. Os arquitetos provavelmente luteranos de boa cepa abandonaram todos os tipos de símbolos religiosos comuns as igrejas cristãs e criaram um espaço único de culto e outras atividades culturais.

A semelhança dos teatros de arena todos os bancos em madeira são voltados a uma mesa; local onde, provavelmente, o coordenador dos cultos se achega para suas pregações e demais atos litúrgicos. Não há imagens, nem pinturas, nem mesmo uma cruz. Zero total à iconografia esteve na base da concepção do projeto. Enfim, o mais arrojado projeto de igreja que já vi. Até porque multifuncional e eclético.


A presença de um órgão, com seus inúmeros tubos confere uma certa nobreza ao lugar e talvez seja a única coisa que nos faça lembrar de um templo religioso. A iluminação natural através do uso do vidro e uma cúpula de cobre na forma de um grande disco completam a casa que possui ótima acústica, permitindo a apresentação de concertos de música, em cenário muito especial. Lá tivemos a oportunidade de assistir a apresentação de orquestra de sopros, com temas contemporâneos e música sacra incluindo canto coral. Beleza pura!