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sexta-feira, 5 de outubro de 2012
POR DEBAIXO DA BURCA
Estes ocidentais não sabem de nada, apenas se chocam por verem-me totalmente coberta de vestes impecavelmente pretas deixando a mostra somente meus olhos. E o que vêm e não percebem: os olhos de uma mulher. Algumas vezes percorrem meu corpo com o olhar de alto abaixo num misto de curiosidade e cobiça. Alguns se chocam ao observarem meus olhos cuidadosamente pintados com contornos fortes, meus olhos negros e brilhantes, minhas sobrancelhas rigorosamente delineadas em contornos suaves, e meu olhar firme e seguro. Quem serei?
Minhas bolsas elegantes, a barra da minha calça jeans desbotada à mostra quando caminho pelas ruas com meus tênis new balance, os intrigam ainda mais, não sabem de nada... Em suas mentes pensam-me dominada por homem perverso com seu harém. Acham-me coitada, indefesa, explorada e incapaz de reagir. Nem lhes passa pela cabeça que sou mulher por inteiro, que ao inverso do que pensam, nossos homens nos querem suas mulheres e nós os queremos nossos homens e eles gostam do nosso jeito de ser, de nossas manhas e charmes.
Eles morrem de medo de nos perder e adoram que nos escondamos dentro de nossas burcas só para eles. Assim nós os ganhamos e eles são nossos porque sabem que nossa pele protegida do Sol é suave como são os tapetes onde nos aconchegamos.
Esses ocidentais se perguntam o que haverá embaixo destas burcas. Pois é, vão ficar perguntando, hahahahahaha!!!!!!
domingo, 30 de setembro de 2012
ENTRE GATOS, MINARETES, BURCAS E PROLES
Viajar por estas bandas da Turquia e do Oriente Médio onde a maioria da população é muçulmana faz-nos rapidamente acostumar a ouvir o chamamento às orações realizado pelos almuadens, com seus alto falantes em volume elevado. Não há um conjunto de casas que não tenha uma Mesquita, estas dominam a paisagem das cidades e dos campos. Em Istambul dizem que há mais mil mesquitas. Ao invés de igrejas com suas torres e cruzes, vemos mesquitas com minaretes e com crescentes. No lugar do som dos sinos ouve-se o estridente anúncio das rezas, cinco vezes ao dia, começando antes do raiar do Sol. Por estas bandas, a Cruz Vermelha chama-se Crescente Vermelho.
A maioria das mulheres veste-se segundo o padrão de que os braços, pernas e cabeça devem estar sempre cobertos. As mais jovens em grande parte usam vestes negras e várias usam burka, ficando à mostra apenas os olhos, impecavelmente maquiados com sobrancelhas cuidadas. Se ainda fossem freiras...
Ao contrário, a população islâmica cresce para gáudio dos imãs e suas mesquitas. Os pais, homens sérios, com mulheres usando burka e uma escadinha de crianças. “Crescei e multiplicai-vos e dominai a Terra”. Não são apenas os árabes e israelitas que agem assim, como pudemos constatar na Jordânia, Líbano e Israel. Os turcos também.
Quem parece querer competir com os humanos são os gatos. Nunca vimos tantos gatos pelas ruas, avenidas, restaurantes, bares, lojas, em todo lugar. Quase sempre bem cuidados, os gatos turcos são gordinhos e saudáveis. O mesmo não podemos dizer dos gatos da Jordânia, sempre esquálidos e magricelas.
Não vimos churrasquinho de gato, apenas castanhas torradas e milhos assados.
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