Uma das estradas mais bonitas do mundo é a rodovia que liga Jasper a Banff, duas cidades que são referência de Parques Nacionais que protegem e organizam o acesso a milhares de pessoas às belezas das Montanhas Rochosas Canadenses, seus lagos e trilhas. São cerca de duzentos quilômetros onde a vontade é parar a cada metro para contemplar o cenário natural. A pista segue pela cadeia de montanhas, próxima a picos nevados, em longos trechos margeando rios e lagos.
O dia 12 de setembro estava totalmente ensolarado e céu azul-brigadeiro limpinho. Mesmo quem estava dirigindo não perdia nada, porque a cada curva, subida ou descida, o slide show mostrava imagens de encher os olhos e alma.
Para! É a visão do Lago Bow, que apresentava os desenhos das montanhas se projetando na água em leve movimento de modo a formar como que paletas de pintura multicolorida em permanente mutação. Uma situação que nos emocionou; um olhando e falando para o outro: “esta é a estrada mais linda que já vimos”.
Quando se pensa viajar para o oeste do Canadá, tem-se em mente a beleza natural do relevo, as Rocky Mountains e as opções de atividades ao ar livre em seus lagos e rios. Pensa-se também em visitar a famosa estação de esqui de Whistler e as cidades de Vancouver e Victoria, cheias de vida e charme.
Mas, além das belezas naturais, se encontra também uma sociedade cordial multicultural e multirracial, com grande presença de asiáticos, entre os quais se destacam os de origem chinesa que desde o século XIX migraram para ser mão de obra na construção das ferrovias que ligam o leste e oeste deste país enorme. (aproximadamente 8000 quilômetros linha férrea).
Vancouver é certamente um dos lugares mais cosmopolitas do mundo, onde metade da população fala em suas casas e nas ruas outro idioma além dos oficiais inglês e francês. Outra coisa que chama atenção é a grande quantidade de jovens mulheres que adotam a vestimenta muçulmana, sugerindo talvez uma expansão religiosa e cultural do Islã.
Vimos também em um trecho de avenida, uma ao lado da outra: Mesquita, Pagode Budista (ou será Xintoísta?), Igreja Ortodoxa e outra Cristã. Enfim um ambiente civilizado de convivência entre diferentes.
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
EDMONTON – PRIMEIRA PARADA NO CANADÁ
Chegamos em pleno feriadão de dia do trabalho (por aqui se comemora esta data na primeira segunda-feira de setembro) e como o verão está chegando ao fim o pessoal botou o pé na estrada. Moral da estória: chegamos a uma cidade deserta, daquelas de dar medo. Nem parecia que Edmonton é uma cidade grande que possui um enorme Shopping Center que eles se vangloriam de ser o segundo maior do mundo.
Quando saímos de carro na manhã de terça-feira percebemos que a galera já tinha voltado e com ela a agitação. Nem parecia a mesma cidade do fim de semana, totalmente sem vida.
Voamos de Chicago para Edmonton como parada técnica para chegarmos às montanhas Rochosas Canadenses. Funcionou, mas fora isto não há muito mais a dizer sobre nossa passagem por lá.
Agora estamos em Jasper dentro de um dos maiores parques daqui. Trata-se de outro departamento. Tem uma cidade pequena, com jeito de Gramado, cercada de montanhas. Bom de caminhar e respirar fundo. Daqui parte-se para explorar o parque com seus lagos, montanhas, canyons e muitas arvores as margens das estradas. Lá vamo nóis...
Quando saímos de carro na manhã de terça-feira percebemos que a galera já tinha voltado e com ela a agitação. Nem parecia a mesma cidade do fim de semana, totalmente sem vida.
Voamos de Chicago para Edmonton como parada técnica para chegarmos às montanhas Rochosas Canadenses. Funcionou, mas fora isto não há muito mais a dizer sobre nossa passagem por lá.
Agora estamos em Jasper dentro de um dos maiores parques daqui. Trata-se de outro departamento. Tem uma cidade pequena, com jeito de Gramado, cercada de montanhas. Bom de caminhar e respirar fundo. Daqui parte-se para explorar o parque com seus lagos, montanhas, canyons e muitas arvores as margens das estradas. Lá vamo nóis...
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
QUEBEC – A França na América
Por estas bandas é comum as cidades adotarem frases como lemas. O da cidade de Quebec: “Je me soviens”, provoca nos turistas a dúvida de qual é o seu significado. O que eles querem dizer com: “Eu me lembro”? Um habitante da cidade nos disse que é uma mensagem a todos para que não se esqueçam de suas origens e valores culturais; não percam sua identidade.
Nesta época do ano a maioria dos turistas que vêm ao Canadá é para apreciar o outono e suas folhas vermelhas, que podem ser vistas nos parques, estradas, ruas e praças. Todos ficam maravilhados com as árvores que formam paisagens que lembram pinturas de Van Gogh. O campo e a cidade neste momento se fundem num jardim único.
Mas é muito bom caminhar pela cidade velha. Apreciar as casas construídas em pedra, o estado de conservação das ruas, o carinho com que estão sendo cuidadas. A cidade parece acolher bem a seus visitantes, sem muita pressa oferece-lhe a beleza de sua arquitetura e seus cafés e restaurantes para se fugir do frio e encontrar o calor da gastronomia loal.
Os franceses que tanto tentaram constituir colônias na América como as incursões no Rio de Janeiro, Salvador, São Luís do Maranhão, Guiana e Haiti, somente conseguiram pleno êxito no Quebec. Quem pensa visitar este país não deve deixar de incluir uma visita a esta cidade cheia de charme.
Je me souviens.
Dicas de Quebec:
restaurante:
-Le Saint Amour: 48, Rue Saint-Ursule – Fone (418) 694.0667
-Hotel Champlain – Vieux Quebec – 115, rue Sainte-Anne - Fone: (418) 694.0106 www.champlainhotel.com
Dicas de Montreal:
Restaurantes :
- Chez L’Epicier – restaurante do chef Laurent Godbout - 311, rue St-Paul Est –
Fone: (514) 878.2232 www.chezlepicier.com
- Stach Café -restaurante polones – 200, St Paul, Vieux Montreal, Fone: (514) 845.6611
Música :
- Jazz Club Diese Onze – 415-A, rue St-Denis , 514 - Fone: (514) 223.3543
Nesta época do ano a maioria dos turistas que vêm ao Canadá é para apreciar o outono e suas folhas vermelhas, que podem ser vistas nos parques, estradas, ruas e praças. Todos ficam maravilhados com as árvores que formam paisagens que lembram pinturas de Van Gogh. O campo e a cidade neste momento se fundem num jardim único.
Mas é muito bom caminhar pela cidade velha. Apreciar as casas construídas em pedra, o estado de conservação das ruas, o carinho com que estão sendo cuidadas. A cidade parece acolher bem a seus visitantes, sem muita pressa oferece-lhe a beleza de sua arquitetura e seus cafés e restaurantes para se fugir do frio e encontrar o calor da gastronomia loal.
Os franceses que tanto tentaram constituir colônias na América como as incursões no Rio de Janeiro, Salvador, São Luís do Maranhão, Guiana e Haiti, somente conseguiram pleno êxito no Quebec. Quem pensa visitar este país não deve deixar de incluir uma visita a esta cidade cheia de charme.
Je me souviens.
Dicas de Quebec:
restaurante:
-Le Saint Amour: 48, Rue Saint-Ursule – Fone (418) 694.0667
-Hotel Champlain – Vieux Quebec – 115, rue Sainte-Anne - Fone: (418) 694.0106 www.champlainhotel.com
Dicas de Montreal:
Restaurantes :
- Chez L’Epicier – restaurante do chef Laurent Godbout - 311, rue St-Paul Est –
Fone: (514) 878.2232 www.chezlepicier.com
- Stach Café -restaurante polones – 200, St Paul, Vieux Montreal, Fone: (514) 845.6611
Música :
- Jazz Club Diese Onze – 415-A, rue St-Denis , 514 - Fone: (514) 223.3543
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
CAMINHANDO NA CHUVA
O inverno nem chegou e a temperatura só faz baixar. O Weather Channel tem previsto a possibilidade de neve. Houve um dia até que caíram, junto com a chuva, uns floquinhos paraguaios. Nós, como bons brazucas, parecemos seres extraterrestres em uniformes de astronautas. Em todas as saídas às ruas dá-lhe luvas, gorros, casacos e blusas, sem contar cuecões e camisetas de manga comprida. Mas com uma certeza na mente: o frio não nos derrotará jamais.
Alguns jovens por aqui são metidos a valentões e por vezes vê-se algum em mangas de camisa; algumas garotas de mini-saias e sandálias parecem que estão indo à praia. Nota-se que são inexperientes. Os velhinhos e velhinhas já mais precavidos, quando saem para ir algum lugar estão sempre super agasalhados.
De botina e guarda-chuva parecendo agentes da KGB caminhamos pelas ruas e parques destas cidades. As folhas das árvores começam a nos explicar o porquê delas terem conseguido um lugar bem ao centro da bandeira do Canadá. Elas se mostram deslumbrantes em milhares e milhares de tonalidades das famílias de cores de vermelho, alaranjado, amarelo e maravilha. O outono, que antecede a estação das neves, dos dias que são noites na maior parte do tempo, motra-se generosamente colorido como a dizer que vale a pena esperar para ver os shows da natureza.
Passear por uma alameda acarpetada e multicolorida, a observar os pinheiros verdes ladeados por árvores que estão, como num desfile de fantasias, a exibir os brilhos, as plumas e paetês, num espetáculo no qual a mente faz-se leve e zen, acaba por aquecer a alma e entender os jovens.
Alguns jovens por aqui são metidos a valentões e por vezes vê-se algum em mangas de camisa; algumas garotas de mini-saias e sandálias parecem que estão indo à praia. Nota-se que são inexperientes. Os velhinhos e velhinhas já mais precavidos, quando saem para ir algum lugar estão sempre super agasalhados.
De botina e guarda-chuva parecendo agentes da KGB caminhamos pelas ruas e parques destas cidades. As folhas das árvores começam a nos explicar o porquê delas terem conseguido um lugar bem ao centro da bandeira do Canadá. Elas se mostram deslumbrantes em milhares e milhares de tonalidades das famílias de cores de vermelho, alaranjado, amarelo e maravilha. O outono, que antecede a estação das neves, dos dias que são noites na maior parte do tempo, motra-se generosamente colorido como a dizer que vale a pena esperar para ver os shows da natureza.
Passear por uma alameda acarpetada e multicolorida, a observar os pinheiros verdes ladeados por árvores que estão, como num desfile de fantasias, a exibir os brilhos, as plumas e paetês, num espetáculo no qual a mente faz-se leve e zen, acaba por aquecer a alma e entender os jovens.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
MIL ILHAS
Uma viagem entre Toronto e Otawa, por rodovia, tem quatrocentos quilômetros em estrada de duas pistas, praticamente uma reta só, equivalente a distancia entre Rio e São Paulo.
A meio caminho encontra-se Gananoque, uma cidade à beira do Rio São Lourenço, onde se pode pegar um barco para passear entre algumas das chamadas “mil ilhas” que se espalham ao longo do rio. Ao chegarmos ao embarcadouro ainda pudemos ver desencostar do pier, lentamente, aquele que seria o nosso lindo passeio. Chovia pra nenhum agricultor botar defeito.
Fomos então agraciados com a informação que haveria outra partida, uma hora mais tarde, e assim poderíamos ainda almoçar antes do próximo passeio. Que alívio!
Foi um giro rápido de apenas sessenta minutos, mas o suficiente para curtir o início das cores do outono canadense. As pequenas ilhas, cada uma com uma casa bem cuidada, formam como que um grande condomínio aquático ajardinado com espécies vegetais, cujas folhas, principalmente de “maples”, nesta época do ano adquirem tonalidades que enchem os olhos.
A navegação pelo rio São Lourenço que, em um certo trecho, delimita a fronteira entre o Canadá e os Estados Unidos, nos pareceu programa turístico pra lá de metro. Só tomamos um pequeno aperitivo, mas o suficiente para perceber que se trata de área de beleza natural privilegiada e com muitas casas para veraneio sofisticadas.
A meio caminho encontra-se Gananoque, uma cidade à beira do Rio São Lourenço, onde se pode pegar um barco para passear entre algumas das chamadas “mil ilhas” que se espalham ao longo do rio. Ao chegarmos ao embarcadouro ainda pudemos ver desencostar do pier, lentamente, aquele que seria o nosso lindo passeio. Chovia pra nenhum agricultor botar defeito.
Fomos então agraciados com a informação que haveria outra partida, uma hora mais tarde, e assim poderíamos ainda almoçar antes do próximo passeio. Que alívio!
Foi um giro rápido de apenas sessenta minutos, mas o suficiente para curtir o início das cores do outono canadense. As pequenas ilhas, cada uma com uma casa bem cuidada, formam como que um grande condomínio aquático ajardinado com espécies vegetais, cujas folhas, principalmente de “maples”, nesta época do ano adquirem tonalidades que enchem os olhos.
A navegação pelo rio São Lourenço que, em um certo trecho, delimita a fronteira entre o Canadá e os Estados Unidos, nos pareceu programa turístico pra lá de metro. Só tomamos um pequeno aperitivo, mas o suficiente para perceber que se trata de área de beleza natural privilegiada e com muitas casas para veraneio sofisticadas.
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