quarta-feira, 17 de junho de 2009

SARNEY METIDO A REI


Inacreditável! Uma boa notícia no Maranhão!


O Convento das Mercês será devolvido ao Patrimônio Histórico da União.

É que a Fundação José Sarney havia recebido em doação para sua instalação simplesmente o mais bonito e importante prédio representativo da Memória Histórica do Estado do Maranhão. Simplesmente o edifício que ouviu alguns dos mais importantes sermões do Padre Antonio Vieira e que mantinha uma pequena exposição em sua homenagem.

Pois não é, que o José Sarney resolveu em culto a sua personalidade construir em vida um museu para si e se apossar do Convento! Reescrever a “história do Brasil” em função de sua imagem, com uma galeria de fotos dos presidentes brasileiros, só para estar incluído entre eles. Criou um deboche de museu, onde sua foto e de sua família aparecem a cada centímetro quadrado sob a as mais diferentes formas de caricaturas, quadros e fotos. Um baixo nível de dar enjoo.

Se o cara gosta mesmo é de ser rei e Roseana a princesa regente, taí o Carnaval, para isso mesmo: compra uma fantasia e bota uma coroa de lata.


Falta-lhe senso do rídiculo e sobra-lhe ganância e falta de escrúpulos.

Não se apercebe que toda a gente por aqui não lhe tem o menor respeito. Não há com quem se converse que não faça troça de suas aprontações.

Mas a Justiça desta vez acertou e recuperou o Convento para a União. Esperamos que seja para valer.

XÔ! XÔ!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

ROLANDO NOS LENÇÓIS MARANHENSES

Nunca tinha pilotado um quadriciclo. Tive um curso de mais ou menos dois minutos e saí dirigindo um híbrido de moto e carro, por sinal bem confortável.
Saímos às 9:30 h. e chegamos de volta às 18:00 h. Um dos passeios mais fantásticos que já fizemos.

Na ida, sob intensa chuva, atravessamos trilhas enlameadas, entrando em pequenas crateras alagadas, nem sempre tão pequenas. Foi aí que aprendemos que estes veículos também flutuam, quando é preciso tirá-los de alguma situação de atolamento. Um esporte radical suave recomendável, até certo ponto, para adolescentes da terceira idade.

Após percorrermos algumas trilhas por cerca de uma hora chegamos as franjas dos lençóis e ao subirmos a primeira duna descortinamos uma paisagem chocante. Era só o início do que iríamos desfrutar por todo o dia. Correndo pelas areias firmes das dunas, com subidas e descidas, ladeando centenas de lagos de água turquesa e doce. A chuva tínha-nos deixado totalmente molhados e sentindo um pouco de frio, mas era quente a água onde fomos nos banhar. Que maravilha gente!

Ainda tinha mais para curtir. Sim, a praia totalmente deserta dos lençóis, com apenas algumas cabras e cabritos pastando. Praia de ondas, mas daquele tipo que vai afundando devagarzinho. Agora outro banho, mas de água salgada e já com o Sol aberto.

Abriu o apetite, mas não teve problema, porque mais meia hora e fomos comer no restaurante da Luzia, que só tem cardápio em inglês, francês e espanhol. Afinal, em português a gente fala, não é? Pode-se escolher entre camarão, cabrito e peixe. Podem escolher que não tem erro e ela não revela a receita.


Um restaurante coberto de palha de buriti, no meio do nada, totalmente simples, porém élegante, onde se é recebido com muita gentileza e fidalguia.
Depois do lauto almoço foi retornar pelas dunas, porém com as cores do entardecer.


Rolando pelos Lençóis Maranhenses em quadriciclo.

domingo, 14 de junho de 2009

DICAS DE VIAGEM – LENÇOIS MARANHENSES

Coisas práticas:

Como somente há agência do Banco do Brasil em Barreirinhas e não há caixas eletrônicos de outros bancos, é preciso, para a maioria das ocasiões, portar talões de cheques ou dinheiro vivo de preferência trocado. Cartões de Crédito só são aceitos nos estabelecimentos comerciais maiores, que são poucos. Cartões de Débito podem ser utilizados em alguns lugares.

Para o melhor passeio, que é a visita aos lençóis em quadriciclos, é recomendável não esquecer de colocar tênis na bagagem, pois é essencial para quem for pilotar (as mudanças de marcha se fazem com o pé). Não se assustem que o passeio é bárbaro.

Quem pensar em vir para Barreirinhas de avião (a alternativa é ônibus) não se esqueça que o equipamento é pequeno, portanto não é compatível com malas muito grandes (diga-se de passagem, para cá basta camisetas e roupas de banho, o resto é supérfluo, dizem que o limite por passageiro é de 10 quilos, mais ou menos).

Sobre os passeios:
A aventura de quadriciclo pelas dunas é o ponto alto da visita a região dos Lençóis Maranhenses. Só este passeio já justifica uma viagem para cá. E é uma boa oportunidade para se comer no restaurante da Luzia, famoso no pedaço e que merece a fama.

O sobrevôo sobre os Lençóis ganhou segundo lugar nas avaliações dos visitantes.

A viagem pelo Rio Preguiças até Caburé passando por Vassouras e Mandacaru é estupendo.

Pode-se ir às dunas em veículos quatro por quatro, à Lagoa Bonita ou à Lagoa Azul e lá se caminhar pelas areias e banhar-se em água doce e cristalina. Vale a pena.

A visita à Casa da Farinha, onde se mostra um modo artesanal de produção de farinha de mandioca, também merece atenção.

A descida em bóias pelo Rio Formiga, na Cardosa, precisa de época sem chuva. Pode ser considerado um programa acessório.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

BARREIRINHAS E SEUS ENCANTOS

Você já veio ao Maranhão? Então venha.

Sabe o que você vai encontrar? Muita coisa boa.

O cenário natural destas bandas dos chamados Lençóis Maranhenses parece com aqueles mostrados nos filmes das expedições de Jacques Cousteau misturados com os da National Geographic.

Barreirinhas possui um povo que ao que tudo indica foi educado todinho em uma escola suiça-tropical, oferece ao visitante um tratamento carinhoso e uma série de passeios para serem curtidos e guardados na lembrança.

O município fica à margem do Rio Preguiças que flui calmente até o mar, distante cerca de uma hora e meia de barco (voadeira). Um dos acessos aos Lençóis é pelo rio, os outros são ou por jipões tipo safari, quatro por quatro, ou por pequenos quadriciclos.

A viagem de barco por si só já é um passeio completo, é uma travessia semelhante às realizadas nos igarapés amazônicos, com margens próximas e vegetação exuberante. De vez em quando se avistam pequenas construções cobertas de palha de palmeira buriti, abundante na região e que é manipulada pela população local com arte e maestria, mostrando suas origens e um pouco da arquitetura indígena.


Conhecer as belezas daqui começa por navegar o Rio Preguiças, por suposto, sem pressa.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Lençóis Maranhenses – a chegada

Quando nós cogitamos viajar para o Maranhão resolvemos dar uma espiada no Google Earth: O Globo terrestre a nossa mão, num clique de mouse. Decidimos “voar” sobre os Lençóis Maranhenses. O que vimos foi surpreendente: uma faixa branca no mapa a direita de São Luís. Soubemos depois que tem cerca de 70 km de comprimento, por 50 km de largura. Um enorme parque formado por dunas de areia e milhares de lagos formados pelas águas da chuva: um deserto a beira mar, com direito a pequenos oásis. Uma imagem de respeito! Decidimos conferir e planejamos uma viagem que começasse por um vôo de São Luís a Barreirinha, no qual tivéssemos uma visão aérea dos lençóis, que aprendemos que se dividem em duas partes em grandes e pequenos lençóis divididos pelo Rio Preguiças (nome sugestivo para uma viagem). Do avião vê-se paisagens que sugerem uma sucessão de telas e pinturas indicativas de figuras, como quando se avistam nuvens no céu, uma imagem às avessas, do céu mirando-se a terra.

Os Lençois Maranhenses são de fato uma das maravilhas da natureza e praticamente intocados, pois o acesso se faz hoje somente através de trilhas com os jipões quatro por quatro. É um belo deserto de areia e água em permanente mutação, dependendo das estações das chuvas e das secas, com acesso restrito e controlado pelo IBAMA, até com excessos do tipo: só uma pequena parte pode ser sobrevoada e vista de cima. Recentemente, a partir 1981 é que entrou nos roteiros turísticos. Conta com boa base de apoio em Barreirinhas e possue hoteis, pousadas e Resorts para todos os gostos e bolsos.


Pra galera que gosta de um Lual, parece que a Lua cheia nas dunas é de converter qualquer um em monge budista.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

CHEGANDO AO RIO

Ontem, por acaso, encontrei novamente meu amigo José Vicente e ao conversar com ele dei boas risadas.

Ele, com aquele olhar ingênuo de aplicador na Bolsa de Valores de Xangai, me perguntava sobre o que a Marta e o PT de São Paulo estavam querendo saber da vida pessoal do Kassab. Ele nunca tinha percebido qualquer atitude fofoqueira por parte da sexóloga, ex-prefeita e ex-ministra do turismo: relaxa e goza. Será que o Partido dos Trabalhadores estaria insinuando que o Kassab é gay, só porque mora com mamãe, é solteiro e não tem filhos?

Não estaria o partido revelando um certo preconceito? José Vicente com um sorriso de canto sugere que só pode ser obra de alguns marqueteiros tucanos que estariam infiltrados na campanha petista e que Marta não saberia, a exemplo de outros correligionários, nada a respeito disso; que ela tinha entendido que a pergunta se referia apenas a melhor maneira de informar o eleitor de São Paulo que não conhece bem o prefeito que governa a cidade há dois anos e pico, para poder comparar com ela que é um pouco mais rodada.

O Zé começou também a falar das plásticas da prefeita, mas de repente mudou de assunto e passou a me fazer perguntas sobre a eleição no Rio de Janeiro, sabendo que eu vivo na cidade. Perguntou se era verdade que o Presidente da República e o Governador do Estado tinham resolvido intervir na eleição do Rio e partir para o tudo ou nada contra o ex-petista e agora inimigo Fernando Gabeira. Será o Severino?

Ele tinha ouvido falar que o Wladimir Palmeira, sim aquele mesmo que foi trocado pelo Embaixador dos EUA, estava apoiando o ex-tucano Eduardo Paes. Que também a Jandira tinha feito o mesmo porque o PSDB do Fernando Henrique tinha privatizado a saúde e como o PSDB está apoiando o Gabeira, logo, portanto, simplesmente, o PC do B devia apoiar a coligação de “esquerda” que está com o Paes. Francamente ele só podia estar de sacanagem, fazendo todas estas perguntas para mim.

Quando eu tentei falar alguma coisa, ele me disse: -- deixa pra lá eu estou mesmo é preocupado com a crise econômica.

-- Xará! Quando esperto (expert) tá se dando mal, imagine então o que está acontecendo aos recém chegados.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

BORDEAUX

Uma surpresa muito agradável nos aguardava em Bordeaux, a de sermos convidados a jantar na casa de um cuisinier profissional. O menu “simples” como convinha. De aperitivo um foie de canard (pato) entier acompanhado de um vinho tipo sauterne. A entrada era uma troxinha de maçã com queijo de cabra, além de salada verde. O prato principal um magret de canard ao mel e ervas com batatas, acompanhado de um vinho tinto Bordeaux da safra especial de 2005. De sobremesa uma torta de chocolate/café. Tudo feito em casa ( a la maison). Não poderemos jamais comer pato novamente na vida pois o ápice de tal prato foi obtido pelo chef Rafá.

Nossos amigos Rafael e Anne, ele cozinheiro, ela jornalista e âncora de programa radiofônico matutino de duas horas e meia: música, notícias e atualidades, foram uns amores conosco. Recepção muitas estrelas.

Mas, falando da cidade de Bordeaux neste início de outono, com tempo bom, pode-se dizer que é o bicho, cara. Muita história, muita arquitetura (quase todas as construçòes são baixas e feitas de pedras bordalesas beges) e muita juventude curtindo o sol durante o dia e os bares durante a noite. Uma cidade tipicamente francesa, capital da produção de vinhos, dos mais famosos do mundo.

Para quem gosta de passear e caminhar é um lugar ideal. Seu tamanho (aproximadamente 280 mil habitantes) ainda permite um ambiente relativamente calmo e chique, com um comércio variado.

Quem visitar Bordeaux não deve deixar de ir ao bairro de Saint Michel onde se pode encontrar todos os tipos de temperos e ingredientes de todo o mundo, com um comércio comandado por marroquinhos, africanos, chineses e “batrícios” em geral.

Ao sentar-se em um restaurante em Bordeaux não tenha medo de pedir um vinho da casa ou vinho nacional, com certeza não vai se decepcionar.