Fizemos mais duas excurções pela ilha: uma, chamada de Golden Circle, na qual se visita uma bela cachoeira e em seguida um lugar onde água e vapores brotam da terra a temperaturas muito elevadas; chamam-se geysir, um deles impressiona, porque a cada cinco minutos jorra como se fosse um poço de petróleo dos fimes sobre o oeste americano, atingindo a altura de oito a quinze metros. O ponto alto do dia foi visitar um lugar, onde se pode conferir a fenda existente entre as placas tectônicas da banda européia e da banda americana; esta rachadura cruza de alto a baixo a ilha. Quer dizer se a esfera quebrar, como duas partes de uma laranja, pode ser que a Islandia de uma ilha vire duas. Eles no nomomento não se preocupam muito, porque por enquanto a fenda ajuda a indústria do turismo local.
Depois fomos a Blue Lagoon. Que maravilha! Um parque aquático em plena área de formação vulcânica. Para relaxar, nada como uma estação de águas, onde fora voce passa um frio danado, com vento e chuvisco gelado e em seguida a alegria de entrar nas águas quentes de um laguinho azul claro a 39 graus. Ao lado de fora, sauna seca, úmida e duchas. Relaxa até rocha vulcânica. Claro que não podia faltar um recanto com espreguiçadeiras e serviço de bar com bom vinho e lanchonete. Ah! Como é bom dormir....
A Islândia é um país pequeno, que de início parece ter muita coisa a mostrar. Mas aos poucos a gente vai conhecendo os seus encantos. Até no perguntamos como é que em situações difíceis alguns seres humanos conseguem prodígios e em outras sucumbem.
O que se percebe é que a galera daqui é muito educada e os que chegam de fora também dançam a mesma música.
sábado, 23 de agosto de 2008
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
PESCANDO BALEIAS NA ISLANDIA (ICELAND)
Que beleza! Chegamos a este país ilha de 103.000 km2 com população de 300.000 habitantes, da qual a metade vive na capital: Reykjavik. O idioma é o Islandês, mas todo mundo por estas bandas Escandinavas comunicam-se também em Inglês.
Area de origem vulcânica, muito plana e com pouca vegetação, detentora do titulo de melhor IDH (Indice de Desenvolvimento Humano) do globo; próxima ao Círculo Polar Ártico é terra de muito frio, peixes e lendas. Tem também muitas bandas de rock e a famosa cantora Björk.
Reykjvik é uma cidade alegre com muitos retaurantes e bares, cafés com música ao vivo e super carrões, porém guarda algumas coisas de cidade do interior, como por exemplo o comércio fechar para o almoço e o horário de jantar ser cedo.
Chegamos ontem ao meio dia sob um Sol de rachar coco da Bahia, Quem diria, quase no Polo Norte, depois de uma semana de chuvas sermos recebidos no dia de verão? Não tivemos dúvidas, Marcamos para hoje participar de uma expedição-aventura de pesca da Baleia. Dane-se que é um animal em extinção.
Logo de madrugada, às 9:00 da manhã, pontualmente, estavamos embarcando junto com outros pescadores de diversos países, todos contando estórias fantásticas de suas experiências pelos mais variados santuários ecológicos. Todos estavam muito ansiosos pelas famosas colonias de baleias da Islândia.
Nestas ocasiões é indispensável roupas, gorros e luvas a prova de vento frio. Quando se navega por estes mares, próximos a região polar, a sensação térmica é a de uma viagem ao fundo da terra do gelo.
Quando a guia da expedição gritou: - Baleia a vista! Todos sacaram suas câmeras digitais para tentar fisgar algumas baleias. Ela, a guia, que por sinal não era baleia e sim esguia (não confundir com ex-guia) procurava indicar onde elas apareciam, usando como sugestão os ponteiros de um relógio, e a cada hora a galera se voltava de um lado para outro.
Sensacional gente! Tivemos muita sorte nesta pescaria e vimos um verdadeiro show de baleias aparecendo a tona querendo imitar golfinhos, acompanhadas por exibições de pássaros com seus estilosos vôos rasantes e mergulhos. Os barcos sabem onde elas estão ao avistar de longe as aves pescadoras acompanhando os cardumes.
Area de origem vulcânica, muito plana e com pouca vegetação, detentora do titulo de melhor IDH (Indice de Desenvolvimento Humano) do globo; próxima ao Círculo Polar Ártico é terra de muito frio, peixes e lendas. Tem também muitas bandas de rock e a famosa cantora Björk.
Reykjvik é uma cidade alegre com muitos retaurantes e bares, cafés com música ao vivo e super carrões, porém guarda algumas coisas de cidade do interior, como por exemplo o comércio fechar para o almoço e o horário de jantar ser cedo.
Chegamos ontem ao meio dia sob um Sol de rachar coco da Bahia, Quem diria, quase no Polo Norte, depois de uma semana de chuvas sermos recebidos no dia de verão? Não tivemos dúvidas, Marcamos para hoje participar de uma expedição-aventura de pesca da Baleia. Dane-se que é um animal em extinção.
Logo de madrugada, às 9:00 da manhã, pontualmente, estavamos embarcando junto com outros pescadores de diversos países, todos contando estórias fantásticas de suas experiências pelos mais variados santuários ecológicos. Todos estavam muito ansiosos pelas famosas colonias de baleias da Islândia.
Nestas ocasiões é indispensável roupas, gorros e luvas a prova de vento frio. Quando se navega por estes mares, próximos a região polar, a sensação térmica é a de uma viagem ao fundo da terra do gelo.
Quando a guia da expedição gritou: - Baleia a vista! Todos sacaram suas câmeras digitais para tentar fisgar algumas baleias. Ela, a guia, que por sinal não era baleia e sim esguia (não confundir com ex-guia) procurava indicar onde elas apareciam, usando como sugestão os ponteiros de um relógio, e a cada hora a galera se voltava de um lado para outro.
Sensacional gente! Tivemos muita sorte nesta pescaria e vimos um verdadeiro show de baleias aparecendo a tona querendo imitar golfinhos, acompanhadas por exibições de pássaros com seus estilosos vôos rasantes e mergulhos. Os barcos sabem onde elas estão ao avistar de longe as aves pescadoras acompanhando os cardumes.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
OSLO – as aliadas
Não esquecam de ver também as Fotos de Viagem
Alguns dizem que os turistas tem uma espécie de anjo da guarda; Carlos Castañeda diria que na verdade são aliados, que como surgem de repente, também desaparecem sem deixar vestigios.
Pois não é que estávamos as voltas com uns mapas em um ponto de ônibus na frente do portão de entrada do Vigeland Parque (o parque das esculturas: realização de quarenta anos de trabalho do notável escultor que dá nome ao parque), quando perguntamos a uma jovem que estava sentada em um banco da parada do ônibus se era necessário adquirir-se o ticket em algum lugar antes de subirmos na condução. Não é que a garota que era sérvia, falava português-brasileiro. Ela havia morado em Paranaguá, Paraná, no anode 1999 e tinha apreendido a falar razoavelmente bem a nossa língua. A menina nos contou que faz pós-graduação em geo-física em Houston e fala, além de Sérvio, sua língua materna, russo e inglês. Nos deu todas as dicas de como adquirir o Oslo Pass que dá direito a uso ilimitado no Metrô, tram (bondes) e ônibus, além de entrada livre nos diversos museu da cidade, ou seja: uma super economia de tempo e grana . Decididamente uma aliada. Quando nos voltamos para agradecer ela não se encontrava mais onde nós a haviamos deixado. Ela nos disse que se chamava Sonja (Sônia para nosotros).
Assim, com o passe, pudemos fazer um passeio de barco, um lunch cruise (buffet de camarão no bafo), por duas horas e depois visitar o Museu Kon Tiki, Museu do Folklore Norueguês, o Museu dos Vikings e o Museu do Munch. Pode parece que foi coisa de mais, mas não foi, pois não se gasta muito tempo em transporte nesta cidade. A rede deles é fantástica. (dá uma inveja danada).
Curiosamente, ao sairmos do museu do folklore para irmos ao museu do Munch, estávamos novamente olhando nossos mapas, quando uma senhora se aproximou de nós e nos ensinou como deviriamos fazer para ir ao Munch Museum, Ela anotou em um papel qual estação de ônibus deveríamos descer e fazer conexão com o Metrô local. Por fim, acabou indo com a gente até dentro da estação. Quando tentamos procurá-la para agradecer não a encontramos, sem dúvida era uma outra aliada...
A noite seguimos recomendação de Dom Mário e jantamos no restaurante Lofoten, na beira do cais. O prato do dia era um bacalhau fresco de comer aos prantos, agradecendo aos senhores do tempo por termos vindo a estas plagas.
domingo, 17 de agosto de 2008
DESEMBARQUE NA NORUEGA
Conforme previsto, apenas com meia hora de atraso, o vôo TP 506 da TAP pousou no aeroporto internacional de Oslo, procedente de Lisboa onde fizemos uma conexão e soubemos pela televisão que um nadador brasileiro, César Cielo, havia ganho uma medalha de ouro e ainda por cima, batido o recorde olímpico da prova de 50 m.;que marvilha! A incompetência da nossa imprensa em antever resultados não merece maiores comentários.
Embora a previsão do tempo para a chegada fosse de muita chuva, fomos premiados: o dia estava ensolarado e claro e da janela do avião já dava gosto de ver os recortes do litoral norueguês e uma quantidade enorme de barcos e veleiros: alguns ancorados e outros se movimentando pelas águas próximas ao porto da cidade. Vimos do alto também muitas casas, bem cuidadas, espalhadas por áreas verdes, que parecem compor pequenas fazendolas. Vista de cima a capital da Noruega já começa a mostrar encantos. Interessante! Pelo jeito o povo daqui é super ligado a tudo que tem a ver com o mar. Pudera, tanta costa, tanto mar, tanta tradição pesqueira, tanta guerra. Afinal estamos chegando a terra dos Vikings.
Os guias de viagem dizem que Oslo fui fundada no ano 1000 (número muito redondo para o meu gosto) e hoje sua população conta aproximadamente 550 mil habitantes. Uma cidade de tamanho ideal, cujos edificios raramente superam cinco pavimentos, com muitas praças ajardinadas e nesta época do ano ainda floridas. O padrão é de país desenvolvido: da gosto de ver tudo super cuidado e no verão povoada de jovens e turistas de todos os cantos do mundo.
Ao se caminhar pela cidade logo se percebe que em muitos lugares há esculturas, principalmente representando seres humanos, todas guardando um certo estilo. Depois se descobre, ao se visitar o parque mais importante de Oslo, que a cidade é marcada pelo obra de Gustav Viegeland, que dá o nome a um parque que abriga suas esculturas. São da Noruega também, o pintor Edvard Munch ( O Grito ) e o dramaturgo Henrik Ibsen( Casa das Bonecas).
A turma destas bandas em geral é loira, mas há também muitos indianos e africanos, o que lhe da face de cidade cosmopolita. Destaca-se o design de objetos para casa e as roupas norueguesas que são muito bonitas. Como em toda grande cidade de elevado poder de compra, estão presentes as grifes internacionais famosas.
Confesso que não vi ninguém utilizando aqueles capacetes com cornos dos filmes que tratam dos vikings; devem estar fora de moda.
Embora a previsão do tempo para a chegada fosse de muita chuva, fomos premiados: o dia estava ensolarado e claro e da janela do avião já dava gosto de ver os recortes do litoral norueguês e uma quantidade enorme de barcos e veleiros: alguns ancorados e outros se movimentando pelas águas próximas ao porto da cidade. Vimos do alto também muitas casas, bem cuidadas, espalhadas por áreas verdes, que parecem compor pequenas fazendolas. Vista de cima a capital da Noruega já começa a mostrar encantos. Interessante! Pelo jeito o povo daqui é super ligado a tudo que tem a ver com o mar. Pudera, tanta costa, tanto mar, tanta tradição pesqueira, tanta guerra. Afinal estamos chegando a terra dos Vikings.
Os guias de viagem dizem que Oslo fui fundada no ano 1000 (número muito redondo para o meu gosto) e hoje sua população conta aproximadamente 550 mil habitantes. Uma cidade de tamanho ideal, cujos edificios raramente superam cinco pavimentos, com muitas praças ajardinadas e nesta época do ano ainda floridas. O padrão é de país desenvolvido: da gosto de ver tudo super cuidado e no verão povoada de jovens e turistas de todos os cantos do mundo.
Ao se caminhar pela cidade logo se percebe que em muitos lugares há esculturas, principalmente representando seres humanos, todas guardando um certo estilo. Depois se descobre, ao se visitar o parque mais importante de Oslo, que a cidade é marcada pelo obra de Gustav Viegeland, que dá o nome a um parque que abriga suas esculturas. São da Noruega também, o pintor Edvard Munch ( O Grito ) e o dramaturgo Henrik Ibsen( Casa das Bonecas).
A turma destas bandas em geral é loira, mas há também muitos indianos e africanos, o que lhe da face de cidade cosmopolita. Destaca-se o design de objetos para casa e as roupas norueguesas que são muito bonitas. Como em toda grande cidade de elevado poder de compra, estão presentes as grifes internacionais famosas.
Confesso que não vi ninguém utilizando aqueles capacetes com cornos dos filmes que tratam dos vikings; devem estar fora de moda.
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
VAMOS VOAR PARA A ESCANDINÁVIA
Uma boa viagem invariavelmente começa muito tempo antes da gente botar o pé na estrada, nas conversas em casa na hora do almoço ou num bate-papo de bar, pão e vinho sobre a mesa. Pode cerveja também, churrasco, bebidas destiladas...
Pode tudo, principalmente sonhar.
Outro dia pensávamos em ir talvez para a Turquia, Grécia, Egito e por que não o Irã. Só por causa dos Iatolás, ou do Bush e seu eixo do mal. Pensando bem, não se deve rejeitar nenhuma possibilidade de viagem. Embora se saiba que é impossível ir a todos os lugares do mundo, não custa tentar, né?!
Hoje, com a Internet, as revistas e guias de viagem, a gente já viaja sem sair do lugar. E o GoogleEarth que coloca o mundo todo nas nossas mãos! Tudo tá fácil, demais.
Pois é gente, isso é para dizer que sexta-feira próxima estamos tomando um avião rumo a Escandinávia: vamos à Islândia, Noruega, Suécia e Finlândia. Vamos também visitar a Mari e o Edo em Londres, passando por Bordeaux para encontrar o Rafa e a Anne que moram lá. Não há segundas intenções, apenas coincidências. Como estaremos por lá, não poderíamos deixar de ir a Paris.
Na volta para casa, passaremos por Lisboa para dar um abraço na parte da família que mora em Lisboa: os primos, Belarmino, Maria Sofia, José Alfredo, Paula e Tomás.
Partiremos dia 15 de agosto e retornaremos dia 04 de outubro para votar, não sabemos em quem ainda.
O bispo Crivela não nos perdoaria se faltassemos a eleição (brincadeirinha gente, o bispo não é rancoroso)
Acompanhe todas as emoções nos blogs do Soeiro: crônicas e fotos de viagem.
Desculpem a confidência: estamos com T.P.V. (Tensão Pré-Viagem), mas vai passar...
Pode tudo, principalmente sonhar.
Outro dia pensávamos em ir talvez para a Turquia, Grécia, Egito e por que não o Irã. Só por causa dos Iatolás, ou do Bush e seu eixo do mal. Pensando bem, não se deve rejeitar nenhuma possibilidade de viagem. Embora se saiba que é impossível ir a todos os lugares do mundo, não custa tentar, né?!
Hoje, com a Internet, as revistas e guias de viagem, a gente já viaja sem sair do lugar. E o GoogleEarth que coloca o mundo todo nas nossas mãos! Tudo tá fácil, demais.
Pois é gente, isso é para dizer que sexta-feira próxima estamos tomando um avião rumo a Escandinávia: vamos à Islândia, Noruega, Suécia e Finlândia. Vamos também visitar a Mari e o Edo em Londres, passando por Bordeaux para encontrar o Rafa e a Anne que moram lá. Não há segundas intenções, apenas coincidências. Como estaremos por lá, não poderíamos deixar de ir a Paris.
Na volta para casa, passaremos por Lisboa para dar um abraço na parte da família que mora em Lisboa: os primos, Belarmino, Maria Sofia, José Alfredo, Paula e Tomás.
Partiremos dia 15 de agosto e retornaremos dia 04 de outubro para votar, não sabemos em quem ainda.
O bispo Crivela não nos perdoaria se faltassemos a eleição (brincadeirinha gente, o bispo não é rancoroso)
Acompanhe todas as emoções nos blogs do Soeiro: crônicas e fotos de viagem.
Desculpem a confidência: estamos com T.P.V. (Tensão Pré-Viagem), mas vai passar...
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Uruguay
Terminamos nosso giro pelo Uruguai em Punta del Diablo. Os contrastes foram aparecendo. Do luxo de Punta del Leste para a simplicidade de uma vila de pescadores que está se transformando em um novo balneário. O lugar tem praias e dunas e nos dias que passamos por lá, muito vento; o pessoal destas bandas parece estar adaptado as circunstancias e não deixa de curtir por esses detalhes…
Visitamos também Cabo Polônio e a Fortaleza Santa Tereza. O cabo é um barato, chega-se somente de auto 4×4 por estradas de areia em meio a dunas, lugar do tipo woodstock não acabou ou área de preservação de bicho grilo. Já a fortaleza, construída em inícios do século XVIII, está super conservada, rodeada por um parque onde se pode acampar embaixo das árvores, com estrutura de camping. Pode-se acessar algumas praias de boas ondas o que atrai surfistas de vários lugares.
O Uruguai é um país que cativa aos poucos quem o visita devido, principalmente, a cordialidade de seu povo. Desde Rivera, ao lado de Santana do Livramento, onde iniciamos o nosso giro pudemos sentir como se tratam reciprocamente brasileiros e uruguaios. Pelo interior pegando suas estradas, bem conservadas, pudemos ver enormes descampados com diversas fazendas de pecuária extensiva.
Colônia do Sacramento, fundada pelos portugueses, é uma peça da historia da América Latina, das questões entre os impérios português e espanhol que começa a nos ensinar o que é o Uruguai. O centro histórico da cidade de Montevidéu, fundada pelos espanhóis, idem.
Punta del Este nos mostrou a importância da indústria do turismo numa economia que vive da exportação de carne e lã. A opulência de um dos balneários vips do mundo contrastando com a simplicidade decente do resto do país. Os pequenos lugares do litoral sendo descobertos pelos viajantes e mostrando as marcas da presença recente de turistas. Enfim é o progresso…
Temos mais semelhanças do que diferenças, nos sentimos em casa ao dar a volta na banda oriental ou na cisplatina, hoje Uruguay.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Casapueblo - Punta del este
Pena que não tenhamos avistado a Dom Carlos Páez Vilaró, nem sequer para um aceno a distância. Mas, de qualquer modo, muchas gracias por nos receber em meio a instalação dos seus sonhos: a casapueblo construída na Punta Ballena, encima do morro, voltada para as praias do Rio da Prata e para o poente onde todos os dias o céu se colore de vermelho e dá-se a apoteose do astro rei a se mostrar como uma imensa bola de fogo.
Não é nada trivial um museu de arte aonde ainda vive seu autor, que este ano completará oitenta e cinco anos em plena atividade de produção artística; podem ser vistas várias telas datadas e assinadas de 2008.
Quando se adentra a casa-museu, vai se descobrindo um ambiente diferenciado, o do mundo das artes plásticas do começo do século vinte. Quem terá sido o arquiteto desta obra, talvez transplantada de alguma ilha grega? Por acaso Gaudi esteve por essas bandas? ou terá sido Picasso o inspirador do artista? E mestre Dali também terá dado palpites?
De concreto, uma construção chocantemente bela na qual se fica boquiaberto a admirá-la.
Estamos na casa de um grande artista, talvez um dos últimos de sua geração, que a divide com os outros através de um museu e de um hotel, construídos dentro do mesmo conjunto arquitetônico.
Sua obra construída por suas próprias mãos e de alguns amigos pescadores, inspirada na forma dos fornos de assar pães. Há nela uma infinidade de detalhes que se descobrem aos poucos em todos os cantos a que se dirija o olhar.
Há também duas salas, aonde estão expostos diversos quadros do autor em diferentes épocas de sua criação. Perguntado se estavam a venda foi-nos dito singelamente que sim, em média por cinqüenta mil dólares cada, portanto duas salitas com mais de um milhão de dólares nas paredes e sem qualquer segurança aparente.
A casapueblo em muito aumenta o charme da famosa punta del leste no Uruguay, que desde criança ouvíamos falar: como um lugar de luxo, com cassinos e espetáculos de artistas famosos.
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